Entrevista - Paisagismo para Condomínios!



1.Qual a importância de área verde em um condomínio na valorização dos imóveis ?

No corre-corre das grandes cidades e no stress do cotidiano as pessoas acabam se distanciando de suas origens e muitas vezes passam a viver em espaços muito áridos e com muito concreto. As áreas verdes são espaços que promovem essa reconecção do indivíduo com a natureza, fazendo com que a vida das pessoas possam se utilizar de tais espaços como renovadores de energia positiva, quer seja um local de passagem ou um cantinho em que as pessoas parem para ler um jornal embaixo de uma árvore no fim de tarde. Áreas verdes em condomínio são de extrema importância, pois além de ser espaços agradáveis, promovem a socialização, aproximando as pessoas uma das outras.

Dessa forma, o paisagismo transforma ambientes e encanta pessoas. Um imóvel cujo projeto paisagistico foi bem executado além de demonstrar cuidado com o imóvel, convida a quem o contempla, inclusive potenciais compradores, a visitá-lo, a querer descobrir o que seu interior esconde. Pode-se corrigir imperfeições da estrutura arquitetônica, conduzir visitantes por onde se quer que eles se direcionem, até sinalizar o nível de requinte do imóvel. Portanto, paisagismo vai muito além de deixar o ambiente somente mais bonito.


2. O próprio zelador pode cuidar do jardim ?

Essa é uma questão bem delicada de ser responder. Inicialmente eu diria que sim, se o Zelador possui conhecimentos sobre jardinagem e o nível de apresentação que você exige do seu jardim não é um jardim por excelência, eu diria que sim, ele pode dar conta do recado. Agora deixa eu explicar minha ponderação. Não temos nada contra os zeladores, muitos deles se esforçam ao máximo para dar conta de tudo que ocorre no condomínio, todavia entendemos que no jardim de alto padrão, não podemos neglienciar utilizando meios acessórios, devemos utilizar o que melhor nos atende. As pessoas confundem cuidar do jardim com somente molhá-lo, o que não corresponde a realidade, pois até a irrigação de um jardim quando realizada de forma manual, fica a desejar, pois o ser humano não consegue em um terreno de grande extensão molhá-lo uniformemente, com a mesma quantidade de água todos os dias, dai o jardim começa a apresentar imperfeições. Quando automatizado o jardim fica muito mais verde e bonito. Da mesma forma, ocorre com o Zelador, sua principal atividade não é a de voltar sua atenção ao jardim, ele precisaria saber conhecimentos como fazer a leitura das condições do jardim, promover correções de solo, saber identificar e controlar as pragas, etc. Como geralmente eles não sabem, o jardim fica a desejar.


3. Que tipos de plantas são recomendadas para jardins?

É nesta fase que as competências ficam evidentes, a presença de um profissional ou de uma empresa especializada para dirimir essas questões é fundamental, pois cada caso é um mundo de possibilidades. Muitas pessoas procuram uma resposta pronta, uma fórmula matemática que diga onde vai bem e onde não podemos inserir uma planta. A experiência que temos e que compartilhamos é que não devemos analisar somente as características gerais da planta, mas sobretudo analisar a origem dessa planta, verificar de qual horto e qual cidade ela foi cultivada, pois a mesma espécie cultivada em cidades distintas como Aracaju-SE e São Paulo-SP vão apresentar reações distintas em sua condução para uma cidade como Salvador-BA. Essa ambientação é importantíssima, pois mesmo escolhendo a planta com características supostamente corretas, pode levar ao condomínio a adquirir indivíduos que não venham a suportar as condições do local.


4. E para áreas fechadas como play ground, por exemplo?

Um dos maiores, se não o maior problema que as plantas enfrentam em condomínio, são locais com uma grande corrente de vento, ou em ambientes com baixa ou sem nenhuma circulação de ar. As plantas transpiram pelas folhas e assim se o local tem muito vento elas se desidratam com facilidade, se o local é fechado, o ar não se renova, fica abafado e a planta sente. Para locais com muito vento, o ficus de praia vai muito bem, assim como clusia e babosa. Para ambientes fechados muitas vezes com pouca luz a Dieffenbachia, Palmeira Raphis, Encheveria, Chameadorea e Antúrios se sobressaem entre as demais. A dracaena Pau dagua se adapta relativamente bem a um ambiente de ar condicionado, que em regra geral é o pior ambiente para cultivarmos plantas bonitas.


5. Ocorrem muitos problemas em jardineiras de apartamentos. Que plantas são recomendadas para estes locais?

Esses problemas em geral ocorrem pela especificação incorreta de alguns indivíduos que tem raízes muito agressivas, que com o passar dos anos criam uma verdadeira malha de raizes dentro da jardineira forçando suas laterais vindo a causar rachaduras e fissuras no concreto e que podem gerar infiltrações para parte interna dos comodos, sem contar que as raizes podem entrar no sistema de escoamento da jardineira e tomar a tubulação do prédio. Assim, plantas que tenham raízes pouco agressivas são bem vindas as jardineiras. Em locais que recebam um pouco do sol da manhã da até para cultivar uma hortinha com temperos para usar na cozinha, neste espaço.


6. Um condomínio é um ambiente em que muitas pessoas dão palpite de como o jardim deve ficar para ser o mais bonito. Quais características básicas você adotaria em um jardim de um condomínio, para agradar o maior número de pessoas e valorizar o imóvel?

Teríamos que analisar quem mora ou vai morar no imóvel, mas de uma forma mais generíca, o ideal é não chamar muito atenção e não abusar de muitas cores. A diferença entre o brega e o chique, muitas vezes é uma pedrinha colorida. Potenciais compradores podem não gostar de muita informação. É importante tentar achar um equilíbrio de volume e cores sem perder a variedade de plantas que irão agradar aos olhos em qualquer época do ano, pois em cada estação do ano esse jardim gerará um efeito plástico e este deve ser interessante a quem o contempla. Muito cuidado com topiaria (arte de podar plantas em formas ornamentais) pois além de gerar um custo alto de manutenção, quando a mesma fica esquecida, mesmo que por pouco tempo, o jardim acompanha a mesma aparência e a sua solução é trabalhosa e custosa. Apostaria em soluções ecológicas como telhados verdes e jardins verticais que além de dar requinte aos espaços reduzem ilhas de calor melhorando o conforto térmico do local.





Brandão Freire é Diretor da Lánavaranda loja de produtos e serviços especilaizados em paisagismo.


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